Agarra-te

15-09-2014 21:34

Agarrei-me á vida
De forma brutal, destemida
Julguei ser a tal que
Te daria a vida
E o alento para viveres
Sim, para quê sofreres
A pensar numa vida que não pensa em ti?
Pequena, eu ainda não te vi!
Mas percorro vida, céus e mares
Até tu me encontrares
E se me achares,
Agarra-me na despedida.

Hoje encontro-me no banco dos réus,
Acorrentada a uma cadeira
Com espetos de madeira
E não arranjo maneira de brandar aos céus,
Que a merda que vês 
Tento mudá-la eu e muitos outros!

Esta vida que se me agarra,
Que me amarra à vontade
De brandar a voz pura
Que o que sinto é amor, criatura!
Pela vida, pela luta e pela verdade,
Quero e sempre quererei a sinceridade
Em prol da guerra dura e 
Desumana.

É vida que aperta, bem apertada,
Cada alma que sozinha, bem tapada,
Não avizinha, nem com a verdade estampada,
Que o amor será vida minha!