Desespero

24-02-2014 19:06

Desespero que vens
Das minhas profundezas
Chamo-te agora, 
Para me apresentar formalmente.

Puxo-te para me abraçares
Para te sentir o corpo frio,
Para sentir esse teu modo
Que te perturba, te provoca devario...

Desespero, meu amigo,
Abraço-te como se fosses eu!
És tão carnal
Agarrando-te aos ossos
De uma alma que se vende
E que se arrasta em ti, Desespero.
Agarrando-te com dentes
Áqueles que não te desejam
E os quais tu persegues
Com sorriso de morte no rosto.

Tu, que puxas os fracos
Que moras nos distraidos
Que seduzes os pobres...
Que consomes tudo e sugas
Para satisfazer, essa saciedade
Que tens de mim !